Material pode ser extraído até três dias após a morte do animal
Os primeiros resultados da pesquisa nasceram no final do ano passado. São dois bezerros gerados através do processo de inseminação artificial com o espermatozóide de bois abatidos em um frigorífico.

A pesquisa começou a ser realizada há três anos e consiste na recuperação dos espermatozóides do epidídimo – região onde se produz os espermatozóides. Para isso o testículo precisa ser retirado do animal morto e levado a um laboratório especializado no processo.
Segundo o pesquisador da Embrapa, Carlos Frederico Martins, responsável pelo projeto, a viabilidade do esperma depende do tempo que o animal morto permaneceu no ambiente e das características climáticas da região naquele momento. “A forma mais comum de obtenção de espermatozóides do epidídimo de animais mortos é por meio da retirada dos testículos e de seu resfriamento antes da extração dos espermatozóides", explica Martins.
Em média, o material pode ser captado até 24 horas após a morte do animal, caso o testículo seja mantido na temperatura ambiente, ou até três dias após a morte do animal, se o testículo for refrigerado a uma temperatura de 5º C.
Depois de extraído, o sêmen é avaliado e armazenado em galões com nitrogênio líquido a -196º C. Martins conta que o processo “é extremamente importante, pois prolonga a vida útil dos espermatozóides que permanecem em repouso e aumenta o número de animais que podem ser inseminados, uma vez que a amostra original é fracionada e facilita o intercâmbio de material genético”. Cerca de 30% dos espermatozóides podem ser recuperados através da técnica.
Com o sucesso da experiência, ele planeja agora utilizar a mesma técnica em mamíferos silvestres, como o lobo-guará, capivara, jaguatirica e gato-do-mato. “Dessa maneira poderíamos colaborar para preservar espécies que estão diminuindo em nossa fauna”, explica.
Para se beneficiar da técnica, o criador deve armazenar os testículos do touro e procurar laboratórios ou clínicas veterinárias especializadas no procedimento.
Veja também:
- Site oficial da Embrapa http://www.embrapa.br/
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