Descoberta promete longevidade maior ao gado de leite

Pesquisador aponta dieta excessiva de concentrados como a causa de doenças letais de ruminantes

Com a intenção de aumentar a produtividade do mercado de gado de corte, os produtores viram a necessidade de maximizar o consumo de dietas de alta fermentabilidade (concentrados) em substituição à forragem.

A maior consequência é o aumento da concentração de Ácidos Graxos Voláteis (AGV) no rúmen. Os ruminantes acabam perdendo a capacidade de absorção dos AGV, levando à acidose ruminal.

Dentre os AVG, o butirato é o mais perigoso, segundo pesquisa do zootecnista Marcos Pereira. “É ele que causa a acidose, promovendo a queda de pH no rúmen, além de ser responsável pela hiperqueratinização dos tecidos”, alerta Pereira. A hiperqueratinização leva ao crescimento excessivo e enfraquecimento dos cascos, levando também à morte do animal.

“É necessário atuar na dieta do animal para obter maior longevidade principalmente do gado leiteiro, já que o gado de corte é abatido logo depois da engorda”, observa Pereira. Assim, a manutenção do teor mínimo de forragem na dieta é importante para estimular a atividade de ruminação e mastigação.

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